Meu grande amigo Caju é um fã fervoroso dos Lakers. Tanto que a foto do RG que ele tirou quando tinha uns 7 anos ele tirou com a camisa amarela do Lakers. Além de amigo, ele é o cara para conversar sobre NBA.
Ele acompanhou todo o processo de busca por um novo time. Tentou que me transformar em torcedor do Lakers, mas não quis. Quando contei que tinha escolhido o Bobcats ele fez uma cara de total surpresa. "Por que o Bobcats?", me perguntou.
Assumo que demorei um pouco para responder, escolhas como essas não são feitas racionalmente. Simplesmente se tem certeza. Mesmo assim aceitei o desafio que ele fez e parei para penser e tentar descobrir alguma explicação racional para a decisão emocional. Acho que achei alguns:
- Histórico - O time da Carolina do Norte tem uma breve história de apenas duas temporadas na NBA, o que me deixa mais próximo do time por ter acompanhado todo o surgimento do time
- Sean May e Raymond Felton – acompanho os dois desde a NCAA, quando fizeram um campeonato universitário espetacular pela North Carolina.
- Raymond Felton – ano passado o rapaz veio ao Brasil para um evento, o adidas nations, e não dava para ser mais simpático.
- Semelhança com o Sonics – A torcida de Charlotte passou por um processo recente muito parecido com o que passei quando o Hornetts saiu da cidade e foi para New Orleans.
- Juventude – O time tem muitos jogadores jovens: Raymond Felton, Okafor, Ajinca, DJ Augustin e Sean May.
Por tudo isso achei o meu time.
O Bobcats é o meu time.
Ele não tem a melhor campanha. Título? Por enquanto um sonho distante. Se chegar aos playoffs já será um grande feito. Mas e daí? Eu não torço para o time que vence mais. Eu torço para o meu time. Para quem tem a minha cara. Basquete é isso. É torcer, por um motivo e não torcer para quem ganha só porque é “mais fácil”. É gostar de basquete acima de tudo, é irmandade.
Só quero que o Bobcats ganhe um joguinho do Lakers, esse sim, será um título.